Foi no dia em que o capitão Luisão festejou o seu 30º aniversário, que os jogadores do Benfica decidiram oferecer ao seu companheiro e adeptos, aquela que provavelmente terá sido a exibição mais conseguida do ano. Parabéns grande capitão Luisão, desejo que contes muitos mais e se possível de águia ao peito. Num jogo brilhante do Benfica, em que mal deu para respirar, a nota artística foi elevada e a intensidade foi de loucos.
A primeira parte foi algo de extraordinário. Quer em jogadas individuais, como colectivas, o show de bola foi tremendo. Só dava, literalmente, Benfica. Podia ir destacando este ou aquele pormenor, um ou outro movimento colectivo, ou mesmo descrever à letra as maravilhosas jogadas dos nossos artistas, mas prefiro dizer que todos os nossos jogadores estiveram a um nível elevadíssimo em todos os factores técnicos e competitivos do jogo. Chegámos ao golo mais que justo através de um canto, marcado por Aimar e finalizado por Sidnei, de cabeça. Para não variar, o resultado ao intervalo era muito, mas mesmo muito escasso. Só com uma enorme dose de felicidade, com a ajuda (duas vezes) dos postes e uma grande exibição do seu guarda-redes, o Guimarães conseguiu suster o poderio benfiquista sem sair para o intervalo já goleado. Se não foi a melhor primeira parte que se viu na Luz esta temporada, deve ter andado lá perto. Primeiro tempo de sonho do nosso Glorioso.

Na segunda parte, o ritmo absolutamente diabólico do Benfica acalmou, mas a qualidade de jogo, a intensidade e o perigo constante continuaram. O Vitória de Guimarães tentava pegar mais na bola, mas o Benfica controlava sempre o jogo, pressionava forte, e os já habituais ataques rápidos iam aparecendo, bem como as jogadas de encher o olho entre Aimar e Saviola também. O segundo e natural golo apareceu, depois de um grande passe de Sidnei a desmarcar Aimar que, com uma recepção de bola mágica, faz um golo só ao alcance de estrelas mundiais. Daqui até final o jogo foi todo nosso, com Roberto a ser obrigado a mostrar serviço apenas uma vez, lance ao qual o espanhol respondeu com mais uma das suas muitas defesas que valem pontos. O jogo pareceu morto mal começou, mas foi Carlos Martins que acabou por o enterrar, com um chapéu perfeito ao guardião minhoto que ditou o 3-0 final. O resultado foi 3-0, mas podia ter sido 5, 6, 7... Ou mais. Grande vitória encarnada, grandioso jogo de futebol.
Notas Positivas: Luisão (mais um jogo fabuloso), Aimar (maestro brilha), Salvio (poderoso), Saviola (perfume de bola), Sidnei (já rende e bem), Coentrão (bem, mas cuidadoso - estava à bica), Gaitán (perdeu alguns lances, mas brilhou noutros), Maxi e Javi (em boa forma), e Carlos Martins, que entrou bem na partida.
Notas Menos Boas: Óscar Cardozo até esteve muito bem no jogo colectivo, participando em várias jogadas de entendimento com os companheiros, mas esteve apagado na finalização e falhou mais um penalti.
Para o Futuro: Continuar com esta pedalada! Se o fizermos, vão ter que comer muita fruta para nos ganhar.
BENFICA SEMPRE!!