12/04/2013

De credo na boca sem necessidade


Após a vitória tremida em Aveiro, para o campeonato, escrevi algo parecido ao que se segue: Este sofrimento perante um futebol directo com muitos elementos na frente, pode e deve ser melhor controlado por equipas com alguma qualidade técnica como é a nossa. O problema não é recuar as linhas, já que a isso somos obrigados. O problema é termos bola a meio do nosso meio-campo, sem nenhum adversário por perto, e esbanjarmos inúmeras possibilidades, quer para contra-atacar, quer para fazer posse, e com isso arrastar o jogo para um ritmo e zonas incómodas à estratégia do adversário. E como se viu tanto na primeira parte como no final da segunda, temos mais do que capacidade para ultrapassarmos este tipo de estratégia. Curiosamente, o único golo do Newcastle nasce de um lance em que, aí sim, impunha-se o chamado charuto. Uma coisa é termos bola em cima da nossa área com um adversário colado; outra coisa é a bola vir parar aos nossos pés a meio do nosso meio-campo, sem nenhum oponente por perto.

Se apagássemos da nossa memória os quinze a vinte minutos de consecutivos
equívocos dos nossos jogadores, estaríamos agora a falar de mais um grande
jogo do Benfica. Mas mesmo com esses minutos para ( não ) esquecer, seria uma tremenda injustiça futebolística o Benfica não passar ás meias-finais. Penso que ficou claro para todos quem foi a equipa que nas duas mãos mostrou mais e melhor futebol. Podiamos inclusive ter arrumado a eliminatória bem cedo no jogo de ontem, por diversas vezes. Gaitán foi para mim o melhor em campo, de longe. Muita, mesmo muita classe mostrou Nico. Enzo Pérez foi um batalhador quase incansável. Lima ontem viu-se pouco embora tenha sido tacticamente importante quando não tínhamos bola. O enorme Matic infelizmente esteve irreconhecível.

BENFICA SEMPRE!! 

2 comentários:

José Ramalhete disse...

E que dizer dos cartões amarelos estupidamente escusados e que nos privam de 2 jogadores importantes?

Observador disse...

Concordo com o que o Encarnado Berrante diz.

Contudo, o mais importante foi conseguido.

E lá vamos à Turquia.

Cumprimentos benfiquistas.