27/08/2013

Cuidado com a Real Madridização



Os jogadores estão ou não estão com o treinador


Este é um assunto de que se tem falado e que deixa-me apreensivo quanto ao futuro de um plantel na relação com os seus superiores. É por aqui que começam algumas das piores e longas crises de certas equipas.

Quando se dá toda essa importância ao sentimento dos jogadores para com o treinador e, em alguns casos, quase o poder para eles decidirem se o técnico fica ou sai, geralmente perdem-se valores no grupo como disciplina, responsabilidade, respeito e até profissionalismo. Perdas essas que muitas vezes não se recuperam com o primeiro, segundo, terceiro ou quatro treinador que se contrate. Perdas que podem mesmo vir a ser irreversíveis enquanto os jogadores do plantel forem os mesmos.

É preciso muito cuidado neste particular, até porque exemplos não nos faltam, quer a nível nacional, quer internacional. O Real Madrid é exemplo perfeito disso mesmo.

3 comentários:

Observador disse...

Sendo verdade que muito se tem falado sobre o futuro do plantel na relação com os seus superiores é, exactamente, porque os seus superiores não souberam sê-lo.

Qualquer trabalhador, em qualquer empresa, sabe que as ordens vêm de cima e, em parte alguma, a 'máquina' funciona em sentido inverso.

Mas é fundamental que as ordens sejam dadas de forma séria, inequívoca e credível, para que os trabalhadores percebam que existem regras e que têm que as cumprir.

Disciplina, responsabilidade, respeito e profissionalismo.
Muito bem, caro Berrante. É isso mesmo.
E TODOS têm que 'apostar' nessas condicionantes.
Atletas, equipa técnica e dirigentes.

O abraço que Jesus deu a Maximiliano Pereira, no final do jogo com o Gil Vicente, tem marca. Ou seja, se repararmos que não houve, da parte de Maxi, reciprocidade na intenção, entendemos como (não) vai a relação do treinador com os jogadores.

A efusiva alegria, com saltos e tudo, de Jesus, quando paulo Baptista apitou para o final da partida, foi um sinal de que Jesus sentiu um alívio do tamanho do estádio.

Por muito que queiramos ser, ou sejamos, uns gajos porreiros, vitórias são vitórias e o resto é paisagem.

Cumprimentos benfiquistas.

Pimento disse...

Seguindo o raciocino anterior se o JJ não for capaz de ter os jogadores de volta depois de duas atitudes de lider (e sou um anti jj fanatico) nunca mais será capaz de conseguir outra coisa no Glorioso. Talvez esta situação fosse o melhor que poderia acontecer... quem sabe

Berrante De Encarnado disse...

Caríssimo Observador,

De acordo, mas quanto a "vitórias são vitórias e o resto é paisagem.":

Começo a achar é que a culpa das vitórias ou não vitórias, não é maioritariamente do treinador.

Já dei conta em alguns textos que tenho noção de que não podemos eternamente continuar assim, sempre a perder no fim, sem nada mudar. Tem de se mudar algo e o treinador será sempre a primeira peça do Xadrez a cair. Contudo, continuo a pensar que Jesus, pese embora o seu jeito pouco elegante que a muitos irrita, não é o problema mas sim parte da solução.

Admito que para os meus companheiros de blogue possa parecer uma convicção parva, mas à data de hoje é o que sinto quando olho para trás e lembro-me de toda a incompetência futebolística e competitiva que os técnicos de legado de Vieira nos ofereceram.

Caro Anónimo,

Esteja à vontade para discordar.

Cumprimentos Benfiquistas, meus caros