11/11/2010

Para Quem Não Apoia A Atitude De Quintela e Ricardo


Na sequência do último post, deparei-me com uma opinião que fazia uma comparação directa entre a atitude de Quintela e Ricardo, com a de Rui Moreira no Trio De Ataque. A ideia seria: Sendo que criticámos Rui Moreia na altura, teríamos que igualmente criticar Quintela e Ricardo pelos mesmos motivos. Espero sinceramente que essa não seja a opinião de muitos benfiquistas.


É que os motivos não foram os mesmos


No post anterior, a única comparação que fiz foi entre a ABola e a RTPN, pelas suas tentativas (uma consumada) de censura, e não entre os actos dos intervenientes nos episódios, os quais considero serem motivados por ideais bem distintos. Uma coisa é fugir a temas reais apresentados com factos e provas, coisa que MST e RM ameaçam fazer na nossa praça sem qualquer tipo de problemas, um deles partindo para o insulto na falta de argumentos. Outra coisa bem diferente, é não pactuar com esta espécie de censura moderna do estado novo, e permitirem-se escrever amordaçados, coisa que DQ e RAP não o permitem e muito bem. Quem deixou isto chegar ao ponto que chegou, sabia que nem podia ter outro desfecho, a menos que DQ e RAP fossem pouco sérios e quisessem apenas um tacho, ou um palco para contar "estórias", sujeitando-se a escrever aquilo que os outros deixassem. Sabemos que há muitos que o fazem por esses pasquins e Tvs, mas eles não. Como poderiam DQ e RAP continuar a escrever para um jornal, depois de serem censurados pela mordaça azul, que parece ter tomado de assalto, também, aquela a quem se chamava de "Bíblia Do Desporto"? É de louvar que não o tenham feito.

PS: Não tenho qualquer tipo de simpatia especial por Diogo Quintela, mas sei reconhecer a diferença entre um submisso e anti-benfiquista primário, e um sportinguista.


BENFICA SEMPRE!!

12 comentários:

ZePissa disse...

ja criei um grupo no facebook de censura ao jornal, chama-se CENSURA ABOLA

http://www.facebook.com/#!/home.php?sk=group_167787806578801&ap=1

Joseph Lemos disse...

Caro Zé, vamos a isso.

Anselmo Damásio disse...

Foram dois casos completamente diferentes, um fugiu com o rabo entre as pernas, por não ter argumentos perante as verdades que o APV estava a falar e o outro foi alvo do lápis azul da "Bola" que pelos vistos tb deve provar da fruta que o pinto da costa fornece, ou então tem receio que aquelas cavalgaduras dos super dragões lhes entreguem o jantar à porta.
Quanto ao sportinguismo do José Diogo acho que é genuíno, pelo que se lê nas crónicas que ele escrevia. Quanto a um sportinguista autentico, conheço um é o meu pai. Só um verdadeiro sportinguista poderia ter criado 2 filhos que são Benfiquistas.

SAUDAÇÕES GLORIOSAS

VHugo disse...

É incrível o que acontece, 36 anos após o 25 de abril!

http://forcamagicoslb.blogspot.com/2010/11/voltamos-ao-passado.html

Anónimo disse...

eu acho que o ricardo araujo pereira não devia ter saido. não foi ele o censurado. ao sair, fez precisamente a mesma coisa que o rui moreira, que tambem saiu por uma coisa que não lhe dizia respeito.
o resto é cegueira.

GIL VICENTE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
GIL VICENTE disse...

Só um autêntico mentecapto pode confundir as duas posições.

Na RTP houve um anti democrata que não tolerou a expressão livre de ideias que eram contrárias às suas, marimbou-se na liberdade de expressão que é a essência da democracia.

Em "a bola" houve um acto de censura, precisamente um acto próprio de anti democratas, um acto antidemocrático em si mesmo, que não permite a livre expressão de ideias, é contra a liberdade de expressão.

A RTP não admitiu a censura, não pactuou com os que não toleram a livre discussão, a liberdade de pensamento.
Foi democrata.

"A bola" foi ela própria anti democrática, equiparou-se a Rui Moreira e a Miguel Sousa Tavares.
Eu, que ainda conheci bastante bem o seu Pai deste e a sua obra, a sua luta pela democracia, julgo que ele se revoltou no seu túmulo com a atitude do seu filho.

Rui Moreira foi anti democrata!
José Diogo Quintela lutou pela democracia, pela liberdade de opinião e não pactuou com actos censórios próprios dos antidemocratas, não pactuou com a ditadura do pensamento.

Ricardo Araújo Pereira fez o que devia fazer!
Não foi tanto por solidariedade para com Quintela!
Foi, sim, por solidariedade para com a democracia!

Sendo Ricardo um Benfiquista e sendo a democracia a essência do Benfica, nunca Ricardo aceitaria, estou crente, participar numa instituição ("a bola") antidemocrática, fosse quem fosse o atingido pelos actos antidemocráticos da censura.

Eu já há anos que não comprava "a bola". Agora, até deixarei de a consultar on line, tal como há muito faço ao "o jogo" e ao "mais futebol".
De vez em quando, consulto on line, muito por alto, o "record" de mentiras.
Comentar em qualquer jornal, nunca, e acho que nenhum Benfiquista o devia fazer.

Saudações Benfiquistas

Anónimo disse...

Democrático é chamar-me mentecapto. Pronto. Parabéns.
Continuo a achar que a situação é idêntica. Rui Moreira não gostava do programa, e saiu. RAP não gostava do jornal e saiu. Perdemos o RAP, apenas por solidariedade com um verdusco chamado Quintela que é uma fotocópia desfocada em tom verde. E essa solidariedade nada te que ver com benfiquismo, tem qu ver com o seu sócio num negócio chorudo.
Acho que o AP deveria ter ficado, da mesma forma que gostava que o Rui Moreira tivesse ficado, porque o gajo que o substituiu destrói o programa que era o mehor da televisão. Se o RAP saiu por solidarieade com o Quintela, o Rui Moreira saiu por solidariedade com o Pinto da Costa.Uma pena.

the_passenger disse...

@Anónimo: E quanto tempo achas que ia demorar até fazerem o mesmo que fizeram ao JDQ ao RAP???

Berrante De Encarnado disse...

Concordo com tudo em grande parte.

Ao comentário do nosso caro GIL VICENTE, concordo, menos na parte em que aborda a RTPN. A RTP-N tudo tentou para não ser democrática, o próprio moderador do programa tentou, ainda que ao de leve, calar A-PV. Só não o fez, porque este não se deixou calar. Se a RTP foi democrática, foi porque foi quase obrigada a isso. Alias, a atitude de Rui Moreira revela isso mesmo, pois o caldinho naquele dia/noite já estava feito, os "combinados" para se censurar o tema que, previsivelmente A-PV traria ao programa, existiram. Pelo que vi e ouvi nesse episódio, não tenho duvidas nenhumas que assim foi.

Continuo a discordar no nosso caro anónimo, as situações podem ser parecidas no máximo dos máximo, mas em nada são iguais. Continuar naquele jornal depois desta vergonha, seria um atentado a tantos valores morais e sociais, que nem atrevo a enumerá-los neste comentário.

BENFICA SEMPRE!!

Cumprimentos

GIL VICENTE disse...

Salvo erro ou omissão - e com a devida vénia relativamente a opiniões diferentes - parece-me que a grande confusão que este tema tem provocado e está a provocar entronca na distinção entre facto e opiniões sobre o facto.

A minha primeira intervenção começou por referir-se pura e simplesmente à comparação de dois factos que levaram à tomada de atitudes, quer de Quintela, quer de Ricardo.

As ideias divergentes, a troca de opiniões diversas, a liberdade responsável de expressão do pensamento, eu respeito e tolero se não concordante, e aceite como o direito ao exercício da democracia.

Só não aceito que se queira confundir dois factos distintos.
Se alguém me disser, por exemplo, que o facto que convencionámos como sendo a noite é o facto (ou igual ao facto) que convencionámos como sendo o dia - sentido estrito - aí eu penso que, ou existe má fé, ou existe alguma maleita ao nível do que convencionamos também ser o siso normal do ser humano.

Logo, a liberdade de opinião e de expressão refere-se à troca de ideias e opiniões sobre os mesmos factos, às interpretações diversas que eles nos suscitam, ao respeito que essas opiniões e interpretações devem merecer.

O que se passou em "a bola" e o que se passou na RTPN, em termos de factos que estão na génese dos posteriores comportamentos, foram dois factos distintos que, sendo factos, não comportam argumentos em contrário.
Contra factos ...

Em "a bola" HOUVE CENSURA, na RTPN NÃO HOUVE CENSURA.

Eu aceito que, sobre um mesmo facto - a CENSURA praticada pelo jornal "a bola", como exemplo do caso em discussão - haja ideias divergentes, opiniões diversas, umas a favor da decisão de Ricardo e mesmo de Quintela, outras não, umas a favor, "se" ou "mas" ... outras contra, ainda que igualmente com os mesmos "ses" ou "mas".

Ainda agora Sílvio Cervan opinou contra a saída de Ricardo ou, pelo menos, lamentou-a e desejou o seu rápido regresso ao jornal.
Tudo normal, tudo democrático.

Mas não se justifique o contra com o argumento de que os factos passados na RTPN e em "a bola" são iguais, mesmo semelhantes ou idênticos.
No fundo, tentam justificar-se, pressupondo factos iguais, semelhantes ou idênticos, o que não corresponde à realidade dos factos.

De acordo com as nossas convicções e convenções societárias, não são, são muito distintos.
Um acto censório é um facto completamente distinto e contrário àquele facto em que se traduz um acto não censório

E aproveitando a deixa, devo dizer que, caro "Berrante De Encarnado", não descortino assim tanta diferença entre os nossos pontos de vista.

Que a RTPN tentou isto e aquilo, todos o sabemos, como bem sabemos que ela é praticamente a televisão oficial do FC Porto.
Se ler o meu último escrito de opinião no meu blogue, há-de verificar que a certa altura expresso a ideia de que ela se acorrenta sempre ao poder instituído em cada instante.

Mas o que aqui importava, há-de convir, era o facto consumado, não as intenções! Esse é que fica a valer como facto!
E o facto é que a RTPN não praticou censura!
E podia praticá-la, lhe bastando cortar a palavra a António Pedro-Vasconcelos, através do corte do som, por exemplo.

Saudações Benfiquistas

Berrante De Encarnado disse...

Sim, concordo caro GIL VICENTE. Alias, ninguém poderá discordar, pois o meu caro está a retratar os factos exactamente como eles aconteceram, e assim sendo não há como discordar. Apenas acho que RTPN o tentou fazer, e isso para mim é o suficiente para eu a ver com maus olhos. A RTPN, pode ser quase a TV oficial do FCP, mas apesar de tudo ainda é a Rádio Televisão Portuguesa. Ter chagado a vias de facto, cortando o som ao A-PV, seria um vergonha histórica para esse canal. Obviamente que tentaram censurar da maneira que podiam e que estava ao seu alcance, e repito, só não o fizeram porque foram forçados a não fazer. Com alguém menos incisivo que A-PV, a censura teria com certeza acontecido.

Mas não discordo da sua opinião no global.

Cumprimentos