Há dias em que tudo corre como nós queremos. Era mesmo de um jogo assim que o Benfica precisava nesta fase. Um jogo sem grande esforço, com bom futebol, uma vantagem larga alcançada desde cedo, bons golos, boas indicações dadas por jogadores menos utilizados e a natural gestão do plantel. Os primeiros trinta minutos foram um regalo para a vista. Os jogadores do Benfica abriram o livro desde o apito inicial e fizeram o Paços parecer-se com tudo menos a equipa que brilhantemente andou pelo quarto lugar praticamente a Liga inteira. Entraram três belíssimos golos e só não entraram mais porque o Benfica levantou claramente o pé após o terceiro golo. A segunda parte foi de uma nítida gestão de esforços, com a equipa a baixar bastante o ritmo de jogo e a trocar a bola de pé para pé sempre que a tinha. Ainda assim, as boas jogadas foram aparecendo aqui e ali e os dois golos de Nuno Gomes, que entrou na segunda parte, apareceram de forma natural. Uma última nota para o golo de Nico Gaitán, que foi qualquer coisa de maravilhoso. Jogo muito agradável do Glorioso e vitória justa.
Os Mais: Jardel (uma ou outra atrapalhação, mas gostei francamente do jogo que fez), Luisão (para variar), Aimar (à maestro), Saviola (voltou), Lionel Carole (algumas dificuldades no posicionamento, mas deu excelentes indicações. Tem potencial) e os Srs do costume, Jara e Gaitán, o primeiro é um poço de força e o segundo brilhou a espaços.
Os Menos: Ninguém esteve especialmente mal, nem mesmo Cardozo, que apesar de ter estado quase sempre distante da partida, acabou por marcar um golo e fazer uma assistência.
Futuro: Descansem bem e acreditem no vosso valor para os desafios que se seguem.
