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29/09/2012

Tremido


Fizemos um jogo fraquinho no que toca à qualidade do nosso futebol, embora generoso em entrega. Sem perdermos o lado positivo, convinha jogarmos mais qualquer coisa.

Tira-me do sério ver qualquer equipa da nossa Liga dividir o jogo com o Benfica, trocando a bola no eixo do nosso meio-campo, muitas vezes à vontade, com os nossos a chegarem quase sempre tarde aos lances. Volto a escrever sem receio: esta é a mais notória diferença entre nós e os nossos rivais directos. Melhore o Benfica neste aspecto, e outro galo cantará.

Não se tem falado muito deles, mas para mim Artur e Garay têm sido dois dos melhores neste início de época, aos quais se juntam Salvio e Enzo Pérez, este último que, diga-se, vai mostrando uma qualidade e um estofo físico a todos os títulos surpreendentes para uma posição que não é a sua.

Melga está a evoluir bem defensivamente, o que é bom. Em contrapartida parece estar a perder alguma da qualidade ofensiva que o caracterizava. Pode estar ali, afinal, um futuro bom lateral-esquerdo.

E agora sendo mausinho, histérico, cego, abutre ou o que quer que seja:

Sr. Vieira, por favor, não goze com quem o mantém no SL Benfica há dez anos. Agora que sente o traseiro apertado quer passar uma imagem do que nunca foi, um presidente sempre presente?

Se fosse o Cardozo a falhar os golos que o Lima incrivelmente falhou, imagino o que não se diria e escreveria por aí. Se bem que, sejamos justos: com sorte ou sem ela, se Lima continuar a metê-las com este ritmo, depressa fará esquecer
a cláusula de rescisão que pagámos por ele.

BENFICA SEMPRE!!

12/03/2012

Mau jogo; péssima arbitragem; excelente resultado


Começo pela arbitragem e pelas infelizes, porém esclarecedoras, afirmações de Henrique Calisto, mas não sem antes deixar um conselho à navegação: temos que ( tentar ) fazer mais se queremos ainda ter possibilidades nesta Liga. Muitos perguntar-se-ão como é possível Henrique Calisto falar em critério no final de uma arbitragem como esta. Eu explico com todas letras: Calisto sabe que depois disto pode continuar a treinar na primeira Liga, assim como pode continuar a usar os melhores jogadores - e que jogadores - contra o clube que os empresta. Quanto a isto estamos conversados, agora cada um que retire daqui as suas
ilações. O que este Sr. árbitro fez no jogo de hoje a partir dos quatro minutos, foi efectivamente escabroso. Não vou perder mais tempo e espaço com os três ou quatro lances para penálti, novamente todos para o mesmo lado. Olhemos para o amarelo a Javi logo no início de jogo, lance em que o espanhol não só não faz falta como nem sequer toca no adversário. Quanto ao "critério", estamos também
conversados. O que se seguiu foi simples de perceber à medida que o tempo foi passando: se o Benfica não fizesse golo em jogo corrido ou de bola parada fora da área, bem que os homens do Paços podiam ficar a noite toda a fazer penáltis que nenhum deles seria assinalado. Não sei quais eram as reais intenções deste Sr. Esteves, mas sei que entrou no jogo completamente condicionado.

Quanto ao jogo: não digo que não tenha havido empenho, mas durante a primeira parte e alguns minutos da segunda houve dificuldades e um jogo muito pouco conseguido. No ataque, apesar de uma ou outra oportunidade, estivemos bastante desinspirados, sem conseguirmos grandes combinações ofensivas dignas desse nome. O passe para o lado, para trás e por cima sem grande conta, era uma constante. Na defesa também estivemos abaixo do habitual, quer nos ataques rápidos do Paços, quer nas bola paradas. Lembro-me de, pelo menos, quatro ou cinco bolas paradas em que a nossa defesa foi batida e que só não deram golo por mero acaso. Enquanto o Paços ia defendendo bem e contra-atacava com um
ritmo alucinante, quase sempre pelos pés e velocidade do "nosso" Melgarejo,
nós não conseguíamos abrir caminhos que confundissem a defesa baixa dos pacenses e consentíamos facilidades aos seus contra-ataques. Confesso que ver Javi, Maxi, Luisão e Witsel constantemente ultrapassados em contra-ataques, custou-me. O jogo com o Zenit a meio da semana poderá ter pesado, ou melhor, espero mesmo que tenha pesado. A primeira parte foi um suplício, e a segunda parecia que ia ser ainda pior. Em abono da verdade diga-se, não sofremos o segundo golo no início da segunda parte porque tivemos a sorte do nosso lado. Até que o Benfica despertou - e o Paços também sentiu o esforço da primeira parte -, muito por culpa de Gaitán e Nelson Oliveira, este último vai ameaçando explodir, se é que já não começou. Tinha escrito que para este jogo preferia a responsabilidade e tomada de decisão de Nolito e Bruno César, e pelos vistos Jesus teve as mesmas ideias. Percebe-se claramente a escolha em Bruno, Nolito e Saviola, porém as coisas correram em parte mal e, desta vez, mudou-se a tempo e horas. Na última meia hora, com um Benfica mais confiante, veloz, criativo e que geria melhor a bola, finalmente passámos a dominar mais e melhor o jogo em todos os sectores. Foi com enorme alívio que assisti a esta saborosa reviravolta, em jogo que valeu essencialmente pelo resultado. Que técnicos e equipa tenham noção de que estas são dificuldades que podemos encontrar
mais vezes. Há que enfrentá-las sempre com confiança e ambição, sem nunca esquecer o fato-macaco. Nesta fase muitos querem agarrar-se à manutenção, outros correm por prémios apelativos.

Individualmente gostei de Bruno César, Nelson Oliveira e a espaços Gaitán.
Nota para Cardozo: o paraguaio fez um mau jogo, mas em boa hora deixou
Bruno marcar aquele soberbo livre - até nisto Tacuara é grande.

BENFICA SEMPRE!!